Gerir comportamentos difíceis: Um olhar de dentro para fora (SESSÃO PARA NÃO DOCENTES) turma 01
Apresentação
1. A formação enquadra-se nas diretrizes do SNIPI, que define a intervenção como um conjunto de apoios centrados na criança e na família para promover o desenvolvimento. O papel do educador e do auxiliar é fundamental como agente de inclusão, exigindo práticas que vão além do aspeto disciplinar e se foquem no fortalecimento das competências dos cuidadores e na qualidade das interações. 2. Baseado nas neurociências e na Teoria do Apego (Bowlby), entende-se que o comportamento é a "ponta do iceberg" de necessidades emocionais ou sensoriais subjacentes. Na primeira infância, a criança ainda não possui estruturas cerebrais maduras para a autorregulação autónoma, utilizando o comportamento desafiante para sinalizar distress ou falta de segurança. 3. A investigação demonstra que a autorregulação na infância é um processo que se desenvolve através da relação com o adulto. O conceito de "olhar de dentro para fora" propõe que o educador utilize a sua própria estabilidade emocional para ajudar a criança a organizar as suas emoções (co-regulação), transformando o conflito num momento de aprendizagem social e emocional. 4. Afasta-se a visão do comportamento como algo a ser "corrigido" isoladamente, integrando-o numa leitura contextualizada do ambiente escolar. A qualidade da relação adulto-criança é, portanto, o principal preditor de sucesso na gestão de comportamentos difíceis, servindo de base para a construção de um ambiente seguro e inclusivo.
Destinatários
Auxiliares de Ação Educativa
Objetivos
* Promover a compreensão do comportamento como forma de expressão emocional. * Desenvolver a capacidade de autorreflexão dos profissionais face às suas próprias reações emocionais. * Reforçar práticas baseadas na relação, empatia e regulação emocional do adulto. * Integrar uma leitura contextualizada dos comportamentos desafiantes. * Fortalecer a qualidade da relação adulto-criança como instrumento pedagógico.
Conteúdos
* O comportamento como forma de comunicação. * Comportamentos desafiantes em contexto pré-escolar e de educação especial: leitura contextual. * O impacto emocional do comportamento no adulto. * Autorregulação do profissional como base da intervenção. * Da reação à resposta: construção de intervenções conscientes. * Empatia e limites: equilíbrio entre compreensão e estrutura.
Metodologias
A ação terá caráter teórico-prático, privilegiando metodologias participativas e reflexivas, nomeadamente: * Exposição de enquadramento conceptual. * Dinâmicas e discussão em grupo. * Reflexão individual orientada. * Partilha de experiências profissionais.
Modelo
Assiduidade/Frequência
Formador
Rafaela Antunes Moreira
Cronograma
| Sessão | Data | Horário | Duração | Tipo de sessão |
| 1 | 23-04-2026 (Quinta-feira) | 16:30 - 19:30 | 3:00 | Presencial |